Ciência e religião podem andar juntas? Existe um embate entre ciência e religião?
Houve tempo em que nada se sabia das leis da natureza segundo as quais tudo funciona. A religião dominava. Deuses mandavam chuva e raios; o deus sol aparecia de um lado, cruzava os céus e sumia do outro lado; uma infinidade de deuses controlava tudo aquilo que os homens não entendiam: deus da agricultura, da guerra, da beleza, da caça, do amor, etc, etc.
Conforme o tempo foi passando e muitos fenômenos foram sendo compreendidos também foram se reduzindo cada vez mais os fenômenos aos quais se atribuiam causas sobrenaturais. O conhecimento vai eliminando crenças assim como a luz vai eliminando a escuridão – as duas não podem andar juntas pois a escuridão deixa de existir na presença da luz.
Ciência é o conjunto de conhecimentos adquiridos ou produzidos, historicamente acumulados, dotados de universalidade e objetividade que permitem sua transmissão, e estruturados com métodos, teorias e linguagens próprias, que visam compreender e, possivelmente, alterar a natureza e facilitar e orientar as atividades humanas [adap. dic. Aurélio]. É a observação, identificação, descrição, investigação experimental, e explicação teórica dos fenômenos naturais. Também se dá o nome de ciência aos métodos padronizados utilizados para se obter esses conhecimentos de maneira lógica e demonstrável.
Em resumo, ciência é o conjunto dos conhecimentos adquiridos pelos seres humanos.
Ciência não é, portanto, uma organização, um clube, uma religião, um grupo de pessoas, um sistema de dogmas. Assim, não pode existir um embate entre ciência e religião, a menos que as religiões queiram um embate contra o conhecimento e pretendam se negar a aceitar as leis naturais descobertas pelos homens ao longo da história. Assim como alguns ainda acreditam que a terra é plana e quadrada recusando-se a enxergar evidências que até os antigos gregos já haviam percebido há mais de 2000 anos. Essa teimosa cegueira voluntária só expõe ainda mais a religião ao ridículo.
O campo de atuação da ciência é o Universo, seu objeto é a Verdade, seu método é a teoria e a experiência. O campo da religião é o medo natural dos seres humanos e a ignorância (ausência de conhecimento: não-ciência), seu objeto é o poder, e seu método é a adivinhação e a imposição de dogmas por meio de terrorismo e lavagem cerebral. As duas seguirão, portanto, sempre em campos distintos.
A ciência (o conhecimento) não pode andar junto com a religião, pois o conhecimento avança ao passo que descobre leis e explica os fenômenos do universo, independente, num caminho que já existe, apenas não foi descoberto, está sendo. A religião anda por caminhos caprichosos. Por isso existe apenas uma ciência – uma Verdade – e muitas religiões. Contudo, a religião pode, se quiser, andar junto com a ciência, se abdicar da luta contra os fatos e contra a Verdade.
Há de se notar, porém, que para o crente não faz nenhuma diferença se a religião se recusa a aceitar o conhecimento das leis naturais ou se as aceita e adapta seus dogmas a elas. Continuará crente qualquer que seja a posição de sua igreja. Pode fazer alguma diferença, no entanto, para potenciais seguidores ainda indecisos.
A ciência ainda não pode provar se deus existe ou não. Porém, se no futuro, sua existência for provada, estará automaticamente provado também que as leis pelas quais o universo funciona são as verdadeiras leis de deus, e as religiões estarão tanto mais afastadas do verdadeiro deus quanto estiverem da ciência. Por outro lado se a ciência comprovar que deus não existe, comprovado estará também que as religiões são inúteis. Portanto, para a religião, é fundamental que a incerteza prevaleça. A religião será tão duradoura quanto a incerteza da existência de deus.


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“… A religião, como qualquer ditador sedento de poder, não medirá esforços para conquistar adeptos: pode mudar seus dogmas, fazer promessas, adaptar-se ao capitalismo e à ciência se julgar que isso a ajudará a conseguir o que deseja…”
Se o amigo se dedicar um pouco ao tema Religião, de forma mais estruturada do que demonstra o post, lendo inclusive os grandes críticos da religião e da religiosidade – até mesmo trabalhos de psicologia evolucionária, sociobiologia ou antropologia da religião – vai se instrumentalizar para explicar melhor a sua tese. Vai descobrir inclusive que existem “muitas”religiões, diversas manifestações dentro de uma mesma religião, e religiões que não se enquadram nem de longe no retrato delineado no vosso comentário.
Em nosso país, seu comentário pode cair bem como uma crítica a velha aortodoxia católica e ao novo evangelismo da teologia da prosperidade – Universal do Reino de Deus, Evangelho Quadrangular, Renascer em Cristo, Casa da Benção, Sra Nossa Terra, et caterva.
Mas, mesmo falando em Catolicismo no Brasil, já ouviu falar, por exemplo, em Teologia da Libertação?
Sou um crítico da Religião, mas como cientista, sei que definir com clareza os contornos do objeto estudado é o primeiro passo para a preparação de um experimento válido. Senão, arriscamos não só confundir alhos com bugalhos, mas também em vez de um trabalho ciêntífico produzir apenas mais um panfleto ideológico.
Concordo. A frase precisa ser reescrita para ficar mais abrangente.
Acredito que num futuro próximo essa barreira Ciência e Religião se funda em uma só idéia. Pois tanto se um deus existir realmente, como só a ciência tiver a verdadeira razão, a verdade é única e indelével.
Se existe um Deus, porque não dispormos de ferramentas científicas para corroborarmos sua idéia? Falta muito, mas iniciar já é um bom caminho.
Se não existe Deus mas a Ciência impera, por que não buscarmos novas fontes mas não para corroborar deus e sim as leis universais que regem tanto o Microcosmo como o Macrocosmo, pois elas existem mas nos falta experiemntos para descobrirmos todas elas.
No final o resultado é um só, nosce te ipsum, nos conheceremos cada vez mais e saberemos quais nossos limites e capacidades.
Afinal, muitos eventos chamados de paranormais no passado hoje a ciência já tende a aceitar que o cérebro quando usado em sua capacidade ideal (Só usamos uns 5%) comeca a permitir tais eventos.
Abraços!
To te add no meu Blog roll. Abraços!
Com certeza posso afirmar que: Não estomos só no universo. Dá evolução dos supostos dinoussaros até a mutação do silicone em corpos humanos, chamos a lua e podemos ver nossa galácia e isso foi pouco, quase nada, no imenso universo de estrelas que na realidade são outras galácis, cada uma delas, seria uma pretenção religiosa muito egoista pensar que Deus é nosso. Acredito que: Quando viemos para o plenata terra fomos decantado ou selecionado de outro planeta, onde a evolução parou naquela condição necessária para, os que poderiam viver juntos lá em harmonia respeito e outros critérios, ficam e os que não atingiram aquela condição, foram retirados e trazidos ao planeta terra para continuar a evolução espiritual, lá de onde viemos na forma Espíritos, não temos nada haver com o corpo humano da terra, pois, este corpo humano da terra, obedece as condições de adaptação das caracteristas físicas do planeta 72% àgua e 28% ´sólidos, a evolução aqui tem também obedecerá um prazo de validade, para ser também decantada, como é educação de ser humano no exemplo a seguir: Ele começa na 1ª série do ensino fundamental e depois sendo aprovado vai para a 2ª,3ª,4ª,5ª,6ª,7ª,8ª depois o nível sobe passando para o ensino médio 1º, 2º e 3º anos, até a faculdade e então a educação está completa, o tempo do Espírito também é assim a prezo para sua evolução da consciência.