Este artigo procura analisar de maneira resumida a natureza/existência da alma e a possibilidade de “vida” após a morte.
Antes de conjeturar a existência da alma e o que acontece com alguém após a morte, se faz necessário definir e investigar conceitos e entidades que são essenciais em tal análise, como consciência, vida, alma.
A Consciência
A consciência [1] é uma qualidade da mente que inclui capacidades como subjetividade, auto-consciência e a habilidade de perceber a relação entre si próprio e o ambiente. Com a consciência temos o poder de perceber a existência do mundo e a nossa própria existência como indivíduos.
Para efeito deste artigo consciência e auto-consciência serão tratadas como algo unitário.
Pesquisas a respeito da consciência revelaram duas importantes descobertas:
- alguns animais aparentam possuir auto-consciência; [2]
- crianças pequenas (menores que 15-20 meses) não aparentam possuir auto-consciência; [3]
Esses resultados levam à conclusão de que a auto-consciência surge / se desenvolve conforme o cérebro aumenta em complexidade, ou seja, o cérebro adquire auto-consciência quando ultrapassa um limiar na complexidade das conexões nervosas e do aprendizado e, portanto, a auto-consciência é uma função cerebral. Assim, a consciência é um estado que surge (acontece) quando existem condições para isso. Como analogia podemos compará-la a um motor em funcionamento: trabalho, rotação, força, torque acontecem quando o motor funciona; estas cessam quando deixam de existir condições para o funcionamento do motor (término do combustível, defeito mecânico, etc). Sendo assim, não cabe a pergunta “para onde vão as rotações do motor quando ele pára?”, pois elas não vão, elas simplesmente cessam, deixam de existir. Similarmente, algum dano cerebral pode fazer com que deixem de existir condições para o acontecimento da consciência. Durante o sono ou o coma reversível, a consciência cessa de maneira controlada, ela pode voltar quando houver condições para isso.
Essa conclusão vai contra teorias[4], baseadas em depoimentos de experiências de quase-morte, que supõem que a consciência é exterior ao corpo e portanto sobreviveria à morte. Se a auto-consciência é uma função cerebral, isso significa que deixará de existir quando ocorrer a morte. As conseqüências desta conclusão são importantes na análise quanto à possibilidade de “vida” após a morte. (A título de curiosidade, uma das conseqüências desta conclusão é a previsão de que a auto-consciência poderá surgir / se desenvolver num cérebro artificial[5]).
O Que Caracteriza o Eu
O que sou eu? Ou seja, o que define “eu” de tal maneira que se algo se modificar eu não seja mais reconhecível aos que me conhecem ou a mim mesmo?
Algumas filosofias afirmam que “nós não somos este corpo”, isto porém não pode ser verdade: a primeira coisa que somos é justamente este corpo. O que eu sou é primeiramente determinado pelo meu DNA, formado por genes de antepassados, em segundo lugar o local, a época e a sociedade onde nasci e cresci. São conseqüências do meu genótipo a minha aparência, meus gostos, minha maneira de pensar.
Em resumo eu sou:
a) Corpo
Construído de acordo com meu DNA, me confere a aparência que tenho. Se tivesse outra aparência teria uma personalidade diferente. Tanto é assim que se um acidente altera o rosto de uma pessoa ela normalmente deve fazer psicoterapia para evitar uma perda de identidade.
b) Memória
Na memória estão minhas experiências pessoais, tudo que vi e aprendi sobre tudo. A história da minha vida também me fez como sou. Se por doença ou senilidade eu perdesse a memória deixaria de ser quem sou, seria um estranho para os que me conhecem.
c) Consciência
Meu DNA e minhas experiências de vida formam minha personalidade e minha individualidade percebidas pela minha auto-consciência. Sem consciência eu seria apenas um vegetal. O “eu” é minha própria consciência. A personalidade também é afetada, e até certo ponto determinada, por substâncias químicas presentes no cérebro, hormônios como o estrogênio e a testosterona, demonstrando que a personalidade é produto do DNA, do corpo, do meio-ambiente. Os sentimentos podem ser gerados e controlados também por substâncias químicas. Pensamentos, raciocínio, sentimentos existem somente enquanto existe a consciência e o cérebro. Toda a atividade mental, enfim, depende da existência de um corpo.
A Alma
Não existe unanimidade no entendimento do que seria alma, de maneira geral existem dois pensamentos:
I) alma seria aquilo que dá vida (anima) à matéria (corpo) – Animus;
II) alma seria algo que se julga continuar vivo após a morte do corpo – Espírito;
Mais adiante serão analisadas as duas hipóteses.
Vida
A vida é normalmente definida como o “fenômeno que anima a matéria”.
Considerando-se que duas células vivas dos pais se juntam para formar uma nova célula também viva, é quase forçoso supor a vida como algo que é transmitido, algo que vem junto com os gametas dos pais. Numa analogia, vida é como a chama que passa de uma vela para outra. Se assim é, vida não é algo que vem de fora e “entra num corpo”. E na morte, a vida, presente em um determinado ser, se extingue. Dessa maneira, não cabe a pergunta “para onde vai a vida”, pois ela simplesmente se extingue, deixa de existir. [6]
Portanto se alma existe, ela não é aquilo que nos dá vida (hipótese I acima).
Vida após a Morte
Quando eu morrer meu corpo será destruído, nenhuma dúvida quanto a isso. Se parte do que sou desaparece isso significa que na eventualidade de existência de algo após a morte eu não serei eu integralmente.
A memória, embora ainda não se conheça seu completo funcionamento, é uma função cerebral, nesse caso também será destruída com a destruição do cérebro.
A consciência, conforme visto acima, também desaparecerá com a morte, e portanto também desaparecem pensamentos, raciocínio, sentimentos.
O desaparecimento do corpo, da memória e da consciência significa o desaparecimento do “eu”. Nada do que compõe o “eu” restará. Neste caso, sendo a alma, por definição, algo que resta após a morte, seja lá o que ela for, não será eu (hipótese II acima).
Conclusão
Alma não é vida, o que anima a matéria; não é a consciência; nem raciocínio, pensamento, sentimentos, personalidade. Não se identifica nada que pudesse se chamar de alma [7]. Ou tal coisa não existe ou, se existe, esta não sou eu, pois como foi visto, eu sou minha consciência e meu corpo.
Não se pode afirmar, até o momento, que não existe nada após a morte, porém tudo indica que é esse o caso. Mas é fato que, mesmo que exista algo após a morte, sem a consciência não há a individualidade e nem existência. Se o “eu” não existir, é o fim de tudo, ao menos para o “eu”. Portanto, para todos os efeitos, a morte é o fim.
Notas
[1] – Sobre a consciência:
- Wikipedia (em português)
- Wikipedia (em inglês)
- A simple theory of consciousness
[2] – Experiências sobre consciência em animais:
- Psychology 391D: Scientific Studies of Consciousness
- Animal Minds
- Animal Consciousness
- Consciousness in Animals and People with Autism
- Animal Consciousness (Stanford Encyclopedia of Philosophy)
[3] – Experiências sobre consciência em crianças:
- Perceiving You Perceiving Me:
Self-Conscious Emotions and Gestalt Therapy
- Self-conscious behavior of infants: A videotape study
- I’m Embarassed!
- Self Development and Self-Conscious Emotions
- Pesquisa Google
[4] – A consciência e os experimentos de quase-morte:
[5] – Sobre Inteligência Artificial
- Haikonen’s cognitive architecture
- “Robôs terão inteligência humana em alguns anos”
- “Cientistas criticam proposta de direitos para robôs”
- Pesquisa Google
[6] – Sobre o início e o fim da vida
- Quando começa e quando termina a vida?
- Miller-Urey experiment
- The Miller/Urey Experiment
- The Origin of Life
- Pesquisa Google sobre “Miller Urey experiment”
[7] – A utilização do termo “alma” com o mesmo significado de vida (spiritus / πνεύμα / βιος) ou com o mesmo significado de mente/consciência (anima / ψυχή / nous) é desnecessária e só aumenta a confusão.
Quem quiser desenrolar o spaghetti dos termos pertinentes ao assunto pode começar por aqui: soul, spirit, mind, anima, νούς, πνεύμα, ψυχή, psyche, glossary of stoic terms.
Leitura Complementar
- Eu me vi lá de cima – Cientistas mostram que estimulação elétrica do cérebro cria experiência extra-corporal (Instituto Ciência Hoje)
- “Tudo o que acredita sobre a ‘alma’ está errado” (Portal Ateu)
- The soul? It may all be in your mind (The Boston Globe)
- O fim da consciência (Portal Ateu)
- Never Say Die: Why We Can’t Imagine Death (Scientific American)
“Não há nada que conduza à verdade. Temos que navegar por mares sem roteiros para encontrá-la” – J. Krishnamurti
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Quinta-feira, 1 / Maio / 2008 às 00:09 |
muito bom o texto, super objetivo e racional
Quinta-feira, 1 / Maio / 2008 às 09:57 |
Obrigado, Julia!
Abraço
Segunda-feira, 9 / Junho / 2008 às 00:10 |
Ola Tyrannosaurus, eu sou o Tupac do Portal do Criador (nada a ver com religião, é que o dono do portal inicialmente usaria o site como petshop virtual hehe), bem, eu estava em um debate sobre a existencia de provas cientificas da reencarnação e o oponente me apresentou casos estudados por um professor de psiquiatria da Universidade de Virginia chamado Ian Stevenson.
Stevenson pesquisou mais de 2.000 casos, no geral, de crianças que assim que desenvolvem a fala relatam experiencias supostamente oriundas de vidas passadas, tais como nomes de pessoas, locais, fatos ocorridos, e em alguns casos apresentando cicatrizes no mesmo local onde a suposta vida anterior tenha se ferido de forma fatal ou que estava relacionada a morte da pessoa.
Procurei por refutações e não encontrei muita coisa relevante. Claro que foram feitas diversas objeções a essas “comprovações” e assim diminuiu-se muito o numero de mais de 2.000 casos para duas ou tres dezenas, resumindo, existem alguns casos onde (supostamente) existe a evidencia de que a consciencia do individuo sobreviveu a morte. Eu sou cético quanto a esses casos, gostaria de saber a sua opinião a respeito. Você conhece refutações, ou qualquer coisa do meio cientifico referente a este assunto? (preferencialmente em portugues, pois não tenho conhecimento suficiente de ingles hehe)
Enfim, se desejar, pode me enviar sua resposta por mensagem prrivada la no forum do portal do criador, ja que você tem uma conta la hehe.
Desde já muito obrigado.
Segunda-feira, 9 / Junho / 2008 às 17:41 |
a morte é o fim de tudo não existe alma indo para o céu
Domingo, 29 / Junho / 2008 às 20:27 |
Você é espiritualista? Senão porque da frase do Krishnamurti?
Segunda-feira, 30 / Junho / 2008 às 10:34 |
Olá Rafael
Não sou espiritualista nem possuo qualquer religião. Mas considero a frase uma verdade, no sentido em que não há um caminho traçado, já pronto, para a Verdade, como alegam alguns, mas devemos procurá-la por conta própria, “por mares desconhecidos”. É isto que venho tentando fazer, buscar a Verdade; e os resultados (parciais?) dessa busca tenho colocado aqui neste blog.
Quarta-feira, 9 / Julho / 2008 às 17:34 |
Olá,
Vou deixar meu comentário apenas como curiosidade. Acho interessante que tenhamos a capacidade de acreditar em algo, às vezes sem questionamentos, apenas para nos sentirmos bem.. ou porque assim a vida parece ter mais sentido.
Eu procuro questionar sempre e não tenho certeza de praticamente nada, mas às vezes, ainda que por alguns instantes, acho que acreditar na reencarnação (seja na forma que for) me faz querer cuidar melhor do planeta, a ter boas atitudes. É um ato extremamente egoista, como se só valesse dar o máximo de mim mesma porque um dia posso “voltar”, mas depois vejo que peguei a trilha errada…e “acordo” rs
Abraço,
Paula
Quinta-feira, 10 / Julho / 2008 às 13:09 |
Olá Paula
Eu entendo o que você quer dizer… É como o Papai Noel, sabemos que não existe mas gostamos de fingir que existe…
Esses humanos…. tsc tsc!
Abraço
Sábado, 16 / Agosto / 2008 às 21:15 |
O tema morte/alma é instigante. Não me atrevo nesta área do desconhecido a dar palpites vagos. Muito ja se escreveu sobre isto, mas creio que não da para fechar questão sobre o tema. No entanto gostaria de chamar a atenção sobre um fato: Não estar mais com vida ou na vida, deve ser algo muito parecido com o estado em que
nos encontramos quando tomamos anestesia geral para fazer cirurgia.
Simplesmente o mundo desaparece pra voce. Não sentimos, não ouvimos, não temos a conciência do ambiente, não sentimos frio ou calor, ou seja praticamente estamos mortos de consciencia embora o organismo esteja vivo. E PERGUNTO: aguém de vcs que estiveram numa mesa de cirurgia, ao retomarem sua consciencia, se lembraram de ter tido contato com sua ” SUPOSTA ALMA ” ?? Não basta ler ou acreditar sobre a existencia de alma. Se ela existe temos que sentí-la e conhece-la em vida. Apreciaria muito ler comentários a respeito. Parabéns ao autor do texto, notei que vc é cauteloso sobre o assunto.
Domingo, 17 / Agosto / 2008 às 10:23 |
Olá Fabio
Concordo com seu comentário. Essa também foi uma das linhas de raciocínio que segui: a avaliação do que acontece com a consciência durante o sono, o coma, a inconsciência, as doenças mentais, os acidentes, …
De fato, eu procuro ir até onde a lógica e o bom-senso me permitem. Ir além desse ponto é inventar teorias mirabolantes.
Obrigado
um abraço
Sexta-Feira, 29 / Agosto / 2008 às 18:24 |
GOSTARIA DE DEIXAR PARA OS LEITORES QUE EXISTE SIM A AXISTÊNCIA DA ALMA NEGAR A ALMA É NEGAR A EXISTÊNCIA DE DEUS!
EU ACREDITO EM DEUS, JA VI MUITOS MILAGRES.
EXISTE UM Dr. NEUROLOGISTA INGLES QUE FEZ UMA PESQUISA COM 1500 PACIENTES EM FAZE TERMINAL E CONSTATOU-SE QUE DOS 1500, 50 SOBREVIVERAM E CONTARAM O QUE VIRAM(EXPERIÊNCIAS POS MORTE).
EXISTE VIDA APÓS A MORTE SIM!!!
ESPERANÇA É VERDADEIRA LEITORES!
Sábado, 30 / Agosto / 2008 às 09:58 |
Olá André Fagundes Lins
Repare que eu não afirmei categoricamente que alma não existe – ninguém pode afirmar que não existe e nem que existe (até o momento). Apenas não encontrei indícios de que exista. E tentei provar que, existindo ou não algo que se possa chamar ‘alma’, isso não faz diferença pois nossa consciência, que é o que realmente somos, não existirá mais.
Por outro lado você está afirmando que existe alma. Você pode provar o que afirma em letras maiúsculas? Se puder apresentar provas convincentes terá espaço aberto aqui para demonstrá-las, e tanto eu como os outros leitores as apreciaremos com interêsse.
Seu argumento poderia ser avaliado melhor se você citasse o nome do tal dr. neurologista inglês e um link para a tal pesquisa.
De qualquer maneira, eu tenho conhecimento dessas pesquisas e as levei em consideração na minha análise. Em princípio rejeitei essas experiências de quase-morte (EQM) porque outras pesquisas mostram que estimulação elétrica do cérebro podem criar essas experiências extra-corporais, e portanto essas EQM não provam nada.
Isso é uma falácia. Uma coisa não tem nada a ver com a outra.
Esperança fica a critério pessoal e provavelmente todos temos esperança de algo melhor, mas esperança não prova nada.
um abraço
Sábado, 6 / Setembro / 2008 às 18:42 |
Olá pessoal, na boa, esse espaço trata de um tema de dificílima abordagem. Não é possivel afimar nada definitivamente sobre este assunto, nem mesmo a ciencia academica e os cientistas podem fechar questão sobre MORTE/ALMA. O espaço aqui é ótimo para troca de idéias em alto nível. O que nos atrapalha e muito nesse assunto são as crendices vagas ou seja acreditar por acreditar… acreditar só porque ouviu alguem falar ou so porque leu algum best seller. LER E ACREDITAR POR ACREDITAR É MUITO CÔMODO. Temos que dissecar o tema até os ossos e ainda assim não poderemos fechar questão sobre nada., afinal estamos tatiando com o desconhecido, que aliás pode nem existir. Quanto as experiências de ” quase morte ” a mim me parece que há muito “Hollywood ” nestas pesquisas.
Domingo, 7 / Setembro / 2008 às 11:13 |
É isso aí, Fabio. O mais difícil, penso, é conseguir coragem para buscar a verdade, sabendo que podemos encontrar respostas desagradáveis, que destruam nossas esperanças, como protestou o André acima (o que não deixa de ser compreensível).
Isso é o mais difícil e doloroso…
Segunda-feira, 20 / Outubro / 2008 às 13:43 |
Boa tarde – Caros usuários:
Obrigado pelo convite para deixar um comentário.
Começo por perguntar… Será que os sonhos provam alguma coisa?
Conheço histórias – com a minha incluída – em que durante o sonho lúcido, uma pessoa se questiona seriamente, se o estado em que se encontra, é um estado físico derivado da actividade neuro-cerebral, ou se por outro lado se encontra noutra dimensão extra-corporal. seja material ou não…
O certo, é que ao longo da minha vida tenho tido uma certa dose de sonhos, ditos de lúcidos, em que me encontro a especular como outros sonhadores, se de facto, enquanto sonho estou dentro ou fora do meu corpo habitual.
Como a minha experiência de sonhador “lúcido” se arrasta à anos, passei a duvidar fortemente, se a realidade considerada física, é de facto a única forma de realidade, que o conceito de “Matéria” pode suportar?
Será, que certos filosósofos, auto-afirmados “espiritualistas” – e alguns dizem-se “ateus” – terão razão, quando propõem como plausível, que é uma hipótese racional, admitir um estado quântico da consciência? Mesmo que a Natureza seja pura e simplesmente MATÉRIA…
Etc. – artur
Segunda-feira, 20 / Outubro / 2008 às 15:42 |
Olá Artur
É possível, durante um sonho, questionar-se se essa é uma realidade; porém nos sonhos tudo pode acontecer, mas aqui na vida real, não, existem regras.
Não sei… é a única que conheço. Se existem outras gostaria de ver provas.
Mirabolante demais, na minha opinião. Neste caso também quero ver provas.
abraço
Segunda-feira, 20 / Outubro / 2008 às 20:08 |
Caro Tyrannosaurus – Boa noite.
Eu admito – por princípio – que que o Universo natural, é absolutamente material. Mas também acredito como plausível que os reinos da Natureza, poderão não estar ainda completamente conhecidos.
Dentro dos parâmetros, apresentados anteriormente, de que os sonhos principalmente os lúcidos, não provarão nada, porque não correspondem ao que estamos habituados, nos estados ordinários de vigília, ou seja,
às regras do estado de acordado normal…
No entanto, porquê é que de facto, enquanto se dorme e sonha “lucidamente” – se tem a percepção nítida e vivida – de que nos encontramos numa realidade absolutamente material, mas com características diferentes, a tal ponto, que conseguimos voar, trespassar paredes, respirar debaixo de água, e o mais curioso filosofar e tecer conjecturas, acerca do estado de realidade em que nos encontramos a ponto de duvidarmos que estamos imersos no nosso corpo biológico habitual?
Como se explica esse estranho fenómeno de consciência, que se repete tão sistematicamente? Confesso que esse tipo de sonhos começaram a acontecer-me de forma deliberada, durante o serviço militar obrigatório, quando experimentei por à prova as teses de um “mestre” de ioga, que desafiava o leitor do livro que ele escreveu sobre “Raja-ioga”, a pesquisar por si próprio, se o “EU” podia ou não diferenciar-se em relação à auto-percepção comum. Isso tinha a ver, com a indagação se a realidade é só “tridimensional”?
A verdade é que eu considero esse tipo de sonhos um divertimento
fantástico.
Outro abraço – artur.
Terça-feira, 21 / Outubro / 2008 às 09:09 |
Olá Artur
Sem dúvida! Estamos longe de conhecer tudo.
Porque essa “realidade” é inteiramente produzida pela nossa mente, a qual se utiliza dos nossos conhecimentos, contidos na nossa memória, e da nossa imaginação para extrapolar além do nosso conhecimento, porém dentro de certos limites. Daí se pode prever um limite dessa realidade: ela é limitada pelo nosso conhecimento. Faça o seguinte teste: será que você consegue sair numa viagem interplanetária, durante um desses sonhos lúcidos, explorar o espaço sideral, descobrir se e onde existe vida fora da terra e então nos dizer precisamente que em tal planeta, em tal localização, existe uma forma de vida? Ou outra experiência qualquer cujos resultados possam ser comprovados. Se os resultados não se verificarem verdadeiros então foi uma ilusão… e apenas um bom divertimento. Mas sejamos céticos, se os resultados se comprovarem, ainda seriam necessários mais experimentos e uma boa teoria para explicar o fenômeno; uma única experiência bem sucedida não prova nada.
Quarta-feira, 22 / Outubro / 2008 às 13:17 |
Caro “Tyrannosaurus” – boa tarde.
Obrigado pela forma como analisou as razões, porque a nossa mente produz os sonhos lúcidos. Parece-me que a sua apreciação é bastante razoável e científica.
Eu tenho na minha biblioteca, um livro intitulado – “Fronteiras do misterioso
desconhecido” – editado pelos mesmos editores da revista “Reader’s Digest” e nela são relatados histórias bastante curiosas, das quais eu destaco um extracto de um artigo, relacionado com pessoas de talento, que afirmaram ter como fonte de inspiração, para o seu trabalho, os sonhos: inspiração poética e literária e até religiosa, além de realizaram importantes descobertas de interesse científico e técnico,
Salientam-se os casos do escritor inglês Robert Louis Stevenson, que escreveu “A ilha do tesouro”, o músico italiano Giuseppe Tartini, que compôs a sua melhor peça musical “A sonata do Diabo”, e o químico alemão Friederich August Kekulé, que descobriu a estrutura molecular do composto químico Benzeno.
No meu caso sucedeu o inverso; primeiro li o livro e depois tive um sonho.
AS NUVENS.
“Estou conversando de noite – com um amigo de infância – numa rua que dá para um cais portuário, quando me apercebo com um certo espanto, que o cenário nocturno é o mesmo que eu vi num livro que eu tenho em casa; intitulado, “Fronteiras do Desconhecido”, editado pelas selecções “Reader’s Digest”.
Nesse livro, vem uma reportagem sobre um evento invulgar: Um grupo de núvens esbranquiçadas e brilhantes, com formas discóides, estão estacionadas a certa altura sobre as marinas do porto de Santos, no Brasil. E o repórter, alerta o incauto leitor, para não cair na tentação de confundir uma núvem com “Juno”; isto é, embora as núvens, parecessem “discos voadores” – eram clara e simplesmente nuvens, não havia motivos para se fantasiarem objectos voadores desconhecidos.
Evidentemente que eu aceitei a explicação do articulista.
Eu comento – com o referido amigo de infância – tão extraordinária semelhança, entre a realidade observada e a imagem editada no livro.
Enquanto explico áquele amigo – que embora as nuvens tivessem aparência discóide, eram mesmo naturalmente nuvens; conforme o repórter que escrevera o artigo demonstrou.
A nuvem que se destacava mais de entre as outras, começou entretanto, a descrever um movimento não relatado no livro mencionado.
A face ventral circular branca, com uma circunferência vermelha foi-me mostrada, de tal forma, que fiquei profundamente surpreendido.
Estando a observar atentamente esse movimento, fiquei transido de espanto, quando a circunferência vermelha da face ventral da nuvem, começou a pulsar numa luz vermelho rubi, de modo constante;
subitamente – despertei para o facto – de estar realmente a sonhar com “Juno”.
Estava maravilhosamente assombrado e sonhando conscientemente, com objectos tão belos, e tentando prolongar o sonho, quando acordei na maior euforia. Não consegui esticar o sonho. Muita sorte, foi ficar algum tempo lúcido.”
Um abraço – artur.
Quarta-feira, 22 / Outubro / 2008 às 15:05 |
Olá Artur
Perfeitamente. Eu mesmo posso atestar a veracidade desse tipo de situação. A explicação parece simples, após ficar um bom tempo pensando conscientemente na resolução de algum problema, deixamos o problema de lado. Enquanto a mente está distraída, ou durante o sono, o sub-consciente às vezes encontra a solução que procurávamos. Porém, como comentei acima, o sub-consciente trabalha com as mesmas informações disponíveis para a mente consciente (conhecimento, memória, etc).
Você parece ter facilidade em usar esse recurso que pode ser muito útil na resolução de problemas e como fonte de criatividade. Sorte sua!
abraço
Quinta-feira, 23 / Outubro / 2008 às 08:04 |
Caro Tyrannosaurus – bom dia.
Pelo vistos você também tem alguma experiência, a respeito do estado de sonho, lúcido ou nâo…
Concordo inteiramente consigo, que a nossa mente subconsciente, lida com os mesmos materiais da mente consciente, no entanto parece efectuar um trabalho muito mais profundo e intensivo do que podemos imaginar. Parece
ser capaz de continuar a fazer automaticamente uma pesquisa independente da consciência.
Sou apenas uma pessoa que se diverte com os sonhos, e não posso negar que efectuo uma certa pesquisa no que se refere à possibilidade de ficar lúcido enquanto se sonha. Confesso que a minha “sorte” nesse campo de estudo, não é assim tanta. Posso dizer-lhe que em cem sonhos, um de vez em quando é mais ou menos lúcido.
Se o nosso subconsciente através da memória, é capaz de montar cenários absolutamente “realistas”, que o “EU” normalmente não distingue da realidade normal, a menos que desperte para o facto de estar sonhando, então – a consciência sabendo que está sonhando – poderá construir, um laboratório de pequisa sobre todos os assuntos em que esteja interessada e descobrir novas respostas enquanto dorme.
Se o “EU” for a resultante de processos neurológicos, que ele próprio desconhece, poderá criar durante o sonho uma duplicação virtual de si próprio, estilo holograma a partir de materiais da Natureza exterior.
Certas pessoas que praticam ioga, como o “mestre” De Rose, afirmam enfaticamente que “SÃO” o ar que respiram. E que em certos momentos da sua prática, se podem evidenciar em relação ao corpo, e se tornarem um SER exterior ao mesmo.
Será que as pessoas que conseguem realizar esse fenómeno, passaram ao estado de sonho sem se aperceberem? E portanto interpretam erroneamente os dados dos sentidos?
Na Internet tem diversos fóruns de onironautas, e alguns contam histórias desse estilo.
Aparentemente, os sonhadores “lúcidos” que tem o talento desenvolvido, para simularem em sonhos um laboratório de pesquisa espacial, “realmente” conseguem percorrer o Cosmos à procura de planetas habitados e alguns eventualmente já os encontraram. A questão é saber, se é possível comparar os dados descobertos no sonho com a realidade desperta normal.
Um abraço – artur.
Segunda-feira, 10 / Novembro / 2008 às 13:54 |
Eu tenho como provar o que falo pois sou um estudioso no assunto!!!
O que falei não é fictício e sim realidade mesmo!
Vou provar!!! (Coler as fontes)
Chico Xavier, então foi um farçante poderia ser rico morreu pobre, acredito que não foi em vão!!!
Foi um grande Homem!!!
Segunda-feira, 10 / Novembro / 2008 às 13:58 |
Vc.s acreditam em outras dimensoes
Leiam o livro “Quem somos nos”
Segunda-feira, 10 / Novembro / 2008 às 14:00 |
É tão fácil falar que não acredita que é realmente mais lógico e até mais aceitável!
Porém, acredito na vida após morte não sendo uma “falácia” e sim uma realidade.
Segunda-feira, 10 / Novembro / 2008 às 15:06 |
Olá novamente, André Fagundes Lins
Estou aguardando suas provas.
Segunda-feira, 10 / Novembro / 2008 às 15:43 |
1. “Tivemos relatos de pacientes que antes da experiência eram ateus ou agnósticos. Tiveram experiências de semimorte muito bonitas. Agora dizem estarem transformados e não têm mais dúvida de que Deus existe e há vida após a morte.”
2. “Muitos dizem ter visto parentes e amigos que já morreram, e que estão lá para encontrá-los, recebê-los e ajudá-los nesta transição.”
3. “O ser de luz com o qual muitos pacientes descrevem o encontro é um ser claramente pessoal. Dizem que estão na presença de um ser de completo amor, que os aceita e os ama totalmente.
E que tem uma personalidade maravilhosa, sabe tudo sobre eles… é muito sábio…muito solícito.”
4. “Contam que nos momentos finais de suas vidas, muitas vezes na presença deste ser de amor que está com eles, vêem um panorama na frente deles contendo todas as coisas que fizeram na vida, desde o nascimento até este contato com a morte. Dizem ver tudo simultaneamente, como se não houvesse uma seqüência temporal. Tudo parece ao mesmo tempo… de uma forma que acham muito difícil descrever. As pessoas dizem também que não só os eventos, que você espera ver, são mostrados. Não as grandes realizações, mas os atos simples de bondade.”
5. “Esse ser (de luz) comenta que, mesmo depois da morte, o processo de aprendizado continua, e o que aprendemos aqui podemos levar conosco para o próximo reino. As pessoas dizem que o mais importante é o amor, e que, em segundo lugar, vem o conhecimento que adquiriram.”
Portanto, acreditamos que, após assistir Vida Após a Morte*, o leitor concluirá que este documentário é de valor inestimável para nós.
Segunda-feira, 10 / Novembro / 2008 às 15:57 |
Deus vive !!!
Segunda-feira, 10 / Novembro / 2008 às 16:02 |
Pesquisa em Vida Após a Morte
Afinal, existe consciência após a morte? Este é um dos maiores mistérios da humanidade.
Segundo Carlos Antonio Fragoso Guimarães a Psicologia Transpessoal é a corrente mais avançada em Psicologia que acredita na consciência pós a morte. [...]
————————————————–
Obs: Tive de truncar o comentário por ser não uma pequena citação mas um texto na íntegra, o qual pode ser lido aqui.
Ver Política de Comentários.
Segunda-feira, 10 / Novembro / 2008 às 16:13 |
1% do meu arsenal
Segunda-feira, 10 / Novembro / 2008 às 16:33 |
Apenas relatos; e relatos não provam nada.
Leia este texto: Cientistas mostram que estimulação elétrica do cérebro cria experiência extra-corporal.
Façamos o seguinte, André: visto que não há condições de você postar aqui os outros “99% do seu arsenal”, seria melhor se você colocasse todo seu material num site ou no seu próprio blog e nos informasse então o endereço e todos poderemos apreciar melhor seus argumentos. Assim sobra mais espaço para outros leitores participarem também, ok?
Agradeço sua participação e aguardo seu retorno num espaço mais conveniente, cujo endereço postarei aqui de bom grado.
um abraço
Quinta-feira, 13 / Novembro / 2008 às 20:30 |
Boa noite!
Meu nome é Rafael e como vocês estou também buscando a verdade, vou ser sincero o que venho procurando e buscando na Internet, livros sobre o assunto e demais materiais tem feito minha decisão pender mais para acreditar na existência de algo após a morte, não tenho a mínima idéia do que seja mas lendo algo como pessoas que puderam sair de seus corpos quando estavam clinicamente mortos e vagar por outros lugares, ver amigos sentados em parque e depois os médicos confirmarem a história, ver atropelado morrer e logo depois sua alma ou seja lá o que for sumir, além de conversar com outra mulher que aparentemente estava morta no mesmo horário e depois confirmar nome e idade sugere a existência de algo após a morte. Esses relatos que estou falando foram ao ar no Fantástico, não tenho provas da veracidade desses fatos mas creio que um jornal sério como esse não seria irresponsável de por algo no ar sem constatar os fatos antes.
http://www.geocities.com/jeffersonhpbr/Pesq-Hol-Ing2.html
O médico Sam Parnia, do Hospital Geral de Southampton, no sul da Inglaterra, foi um dos chefes da pesquisa feita na Holanda : “Entrei descrente, não acreditava em Deus, muito menos na existência da alma. Agora, tenho minhas dúvidas. Acho que algo muito maior do que nós existe e nos espera depois da morte”, diz.
Sexta-Feira, 14 / Novembro / 2008 às 07:46 |
Olá Rafael
Claro que é possível que exista algo, não afirmei categoricamente que não existe nada. Apenas não vejo o que poderia existir e nem provas irrefutáveis disso. Se a consciência é uma função cerebral então ela desaparece com a morte. Então o que estava conversando com a mulher morta? Sem consciência não seria possível tal conversa. Relatos conheço vários, mas além de não constituirem prova, nenhum responde a essas perguntas.
O fato de não conseguirmos explicar um determinado evento não torna automaticamente verdadeira uma teoria que tenta explicá-lo (falácia da falsa dicotomia). Ou seja, digamos que seja comprovadamente verdade que alguém “viu o que se passava em outra sala” enquanto estava temporariamente morto. Isso não significa que a teoria espiritualista esteja automaticamente comprovada, pois pode haver outra explicação.
O Fantástico, bem, não é uma revista científica, mas uma “revista eletrônica”, como eles se definem, e que tem um pé na polêmica. Sua função é mostrar curiosidades e “iniciar o debate” mas não tem compromisso com o rigor científico.
Todos nós gostaríamos que existisse algo após a morte. E é aí que mora o perigo. Justamente por termos esse desejo, é que temos de ser bem céticos para não começar a acreditar em algo apenas por ser uma hipótese que vem de encontro a esse desejo. Repare no seguinte: percebe-se claramente que a pessoa que escreveu o texto indicado no seu link acredita em vida após a morte e seu texto é uma tentativa de comprovar o que acredita. Não é meu caso, eu não tenho a “crença” de que não existe nada após a morte. Parto do princípio que não existe por não ver provas do contrário – mas vejo indícios de que não existe nada e é isso que meu texto procura mostrar. A diferença é que eu busco a verdade (assim como você) e o autor daquele texto já tem sua “certeza” e faz tudo para demonstrá-la.
Quando você lê uma teoria e pensa “que bom se fosse assim!”. Opa! Sinal de perigo! Ativar ceticismo em dobro!
Tenho certeza de que se algo é verdade, então pode ser comprovado. Ainda aguardo tais provas. Meu texto não é uma prova de que não existe nada após a morte, mas apenas uma dedução de que provavelmente não existe nada em vista das provas de que dispomos até o momento.
obrigado pela participação
um abraço
Sábado, 15 / Novembro / 2008 às 12:18 |
leslie-pontes@bol.com.br
Adicionem este Orkut e tem 03 vídeos interessantes OK
Deus eu te amo!!!
A todos um muita Paz e Amor!
Sexta-Feira, 21 / Novembro / 2008 às 11:39 |
Os óvnis, objetos voadores não-identificados, representam um mistério insondável do qual alguns se tornaram crentes fervorosos, imaginando um mundo além do nosso, o que para outros é uma simples ilusão propagada por lunáticos.
Eu acredito que exista vida após morte como acredito em inteligências mais avançadas neste mundo onde nada se torna impusiveis temos de ter um entendimento mais aceitável de que existe algo depois da morte!!! Provar !!! Vc. quer provas melhores do que a Psicografia cirurugias mediúnicas e etc…
A verdade é que so acreditamos se olharmos ou sentirmos no tato. E estes sentidos não têm a capacidade de ver a verdade a nossa volta!
André Fagundes Lins tem toda a razão ele sabe de muitas coisas pois ele no meu entendimento so quer mostrar a verdade so não sabe como e onde começar!!!
Leo
Sexta-Feira, 21 / Novembro / 2008 às 15:49 |
Olá Leonardo
Se você acredita nessa coisas é porque os argumentos que já ouviu foram o suficiente para convencê-lo. Eu já ouvi os mesmos argumentos que você mas eles não me convenceram. E por quê convenceram você mas não a mim? Difícil responder… talvez você sinta necessidade de acreditar nisso, talvez esse seja um dos dogmas da sua religião. Ou seja, é provável que você já aborde o tema com as respostas em mente, predisposto a querer acreditar.
Eu procuro respostas e tento ser imparcial. E posso lhe afirmar que até hoje não vi provas convincentes de que exista vida após a morte. Infelizmente.
Também não existem provas de que não exista vida após a morte, porém existem indícios e argumentos lógicos, alguns dos quais estão no meu artigo.
Essas coisas não provam a existência de vida após a morte.
um abraço
Sexta-Feira, 21 / Novembro / 2008 às 21:22 |
ola boa noite
Sexta-Feira, 21 / Novembro / 2008 às 21:33 |
Estou escrevendo de Portugal e reparo q texto escrito é claro, directo e muito bem pensado. Mas na verdade se analizarmos com mais cuidado veremos que é tudo demasiado complexo para basearmos tudo no conceito de materia. Deixem-me apenas partilhar algumas ideias
- Estudei fisica/astronomia aplicada durante 4 anos. Apesar de ter seguido outro caminho , conheço bem os limites da Fisica (estudos da Materia/Energia “paupavel”) e tenho de momentos muitos amigos meus em grandes universidades nos EUA e o o que vos posso dizer é que a ciencia cada vez mais o que prova é q é muito limitada. O que a ciencia mede é apenas 20% do todo do q existe no universo. Como cientias sabem? NA verdade é complexo mas vou tentar explicar. Tem a haver com expansao do universo. Reparou-se q universo esta a expandir mas cada vez mais lentamente. Devido a isso verificou-se que a materia/ energia que se conhece no universo mesmo que multiplicada algumas vezes nao é suficiente para esse fenomeno. Assim chegou-se a um valor de 1 tudo q se pode medir (seja energia com aparelhos, materia, anti materia, iões, plasma, etc…) fica por 20% do q existe no Universo….
Agora pergunto outra coisa. Voces ouviram falar daquele enorme aparelho q se vez na Europa para testar limites da materia?? Ate se dizia que podia criar um buraco negro (e podia mas extinguia-se logo)… Bem , o normal nestes aparelhos é que ao colidir particulas sub atomicas com outras , apareciam outras. LEi de Lavousier. NAda se cria, tudo se transforma…. Pois bem… Aqui vem a parte genial q limita a FISICA e Nossa capacidade de medicao…Este aparelo muito caro provou que colidindo particulas com particulas subatomicas a elevadissimas velocidades (muito maiores q as anteriores) estas particulas desapareciam !!!!!
Á 1 vista parece nada de mais… na verdade mesmo para esta discussao é muitto importante. Pq? Porque a lei de lavousier na verdade nao deixou de funcionar. A particula nao desapareceu. Simplesmente foi para outra dimenssao. Continua a fazer-se sentir em certos aspectos como no universo mas ja nao pode ser medida…. Isso demonstra que facilmente é facil destruir teorias da Fisica.
Apenas para provar q de facto somos muito mais limitados como civilizacao do q aquilo q penssamos. Vi no outro dia um grande medico a dizer com razao… Andamos todos cegos com as novas tecnologias e achamos q explicam tudo…
Na boa verdade vos digo q NAO EXPLICAM NADA a nao ser como materia funciona (pelo menos colocam formulas)…
Sexta-Feira, 21 / Novembro / 2008 às 21:38 |
Apenas 1 questao. Quando disse q tenho amigos refiro-me a dar aulas e a estudar douturamentos. Eu estudei Fisica e matematica aplicada . Depois acabei por formar-me em Engenharia na Faculdade do Porto. Astronomia é bonito mas “trabalhos” sao dificeis de encontrar. Mas aquilo q falei em cima é verdade. Mostra facilmente que é de facto dificil criar definicoes simples.
Sábado, 22 / Novembro / 2008 às 07:50 |
Olá Ruben
É verdade. Isso não significa que será sempre assim. Seria como se Hipócrates afirmasse “jamais saberemos o que causa as doenças… nossa ciência é limitada demais”.
O que não sabemos hoje saberemos um dia.
um abraço
Domingo, 25 / Janeiro / 2009 às 00:26 |
OLÁ RUBEM! me chamo patrícia e sou muito leiga no assunto, durante muito tempo em minha vida eu nunca tive dúvidas sobre a existencia de DEUS, ( vida após a morte), essas coisas… porém depois q entrei na faculdade, há uns 5 anos atrás, faculdade de biologia,milhares de perguntas me vieram a mente e hoje sou completamente confusa se realmente há algo apos a morte ou se tudo simplesmente acaba, já cheguei ate a entrar em depressao sabe… pois pelo q eu vejo parece q nao há nenhum indicio cientifico q exista algo apos a morte, uma outra dimensao. Por outro lado penso q talvez a ciencia ainda nao conseguiu avançar além da matéria ( se é que existe algo além da materia!!!) Atualmente eu estou em busca de verdades, algo cientifico, mais concreto; Li seu comentario porém nao sei se entendi direito, pelo q entendi há algum estudo cientifico q já admite a possibilidade de haver uma outra dimensao? algo além da matéria? será q entendi direito o seu comentario? GOSTARIA MUITO Q VC ME ENVIASSE UM EMAIL explicando um pouco melhor essas pesquisas ( para mim q sou leiga no assunto). Isso é tao importante pra mim… sei lá, algum indício cientifico q possa haver algo além da matéria… Meu email é … [SUPRIMIDO].
FICAREI MUITO FELIZ AO RECEBER SEU EMAIL.
Sábado, 14 / Fevereiro / 2009 às 11:24 |
Ola!
caro alguem intitulado Tyrannosaurus.
gostaria de poder deixar uma pequena opniao minha sobre a questao mencionada.
acredito piamente, que a resposta para seu questionamento, e sobre sua opniao a respeito de morte e alma, estao justamente na fe.
a fe eh o contrario de se exigir provas.
apenas se acredita.
querer provas de algo reservado a deus, leva-se a acreditar que existe um vazio no coraçao questionado.
ainda mais, quando se pede provas a um ser mortal, sujeito a erros como todos nos somos.
quero tambem dizer, que nao se questiona algo inexistente.
como questionar morte vida alma deus, se eles nao existissem?
a prova que teus olhos querem ver, so se dara apos sua morte.
acredite nisso, e prepare-se.
seja feliz, acho que ta te faltando deus!
Domingo, 15 / Março / 2009 às 12:57 |
Olá Rodrigo
Não, na fé você só vai encontrar as respostas que deseja, não a verdade.
Exatamente, por isso não serve para nada. Nós temos de ter coragem de buscar a verdade.
Como assim? O Saci-Pererê também não existe mas eu poderia escrever vários artigos sobre ele e questionar qualquer coisa.
Acho que você não compreendeu bem o texto…
Acho que está te faltando lógica, coragem e bom-senso.
Obrigado pela sua participação
um abraço
Quinta-feira, 26 / Março / 2009 às 12:33 |
Só para atiçar a conversa.
Deixem-me comparar o corpo e o cérebro a um computador. O computador não és tu nem sou eu, mas nestes mundo virtuais tu podes ser o que quiseres. O seu funcionamento, como o cérebro, baseia-se em sinais eléctricos que se vão deslocando e chegam até ti como imagens e sons, mas és tu que os interpretas. as ligações eléctricas por si só não são capazes de pensar, mas um melhor computador irá permitir melhor desempenho, um melhor ADN também melhora as tuas capacidades, a questão que eu coloco é a seguinte. O que é que realmente consegue interpretar? Sim o cérebro faz isso, e temos isso como fé, sabemos que temos áreas do cérebro onde se aloja a memória, onde se aloja a visão, etc, sabemos que diferentes padrões de ondas cerebrais definem tipos de raciocinios, mas isso não é interpretação. a verdade é que não conseguimos retirar a consciência sem que o corpo passe a ser apenas uma massa deitada. Se nós não ligarmos o computador ele continua a ter o mesmo potencial. Assim como também há energia potencial e energia cinética. Ela continua a ser energia. O nosso corpo foi evoluindo durante milhões e milhões de anos para se adaptar a este mundo. Para a nossa sobrevivência não há necessidade de entendermos nada para além disto. Será que a consciência do eu resulta de haver mais ligações químicas, ou é o facto de termos um cérebro mais complexo que podemos entender essa consciência? Se o teu PC não estiver ligado à net nunca esta conversa teria tido inicio, mas não é o facto de estar ligada que passaste a existir.
Acho que é fácil destruir qualquer conjectura, mesmo usando a lógica.
Sexta-Feira, 27 / Março / 2009 às 09:58 |
Olá, Luis
Minha hipótese é de que a consciência resulta da complexidade do cérebro – supostamente ao ultrapassar-se um limiar de complexidade pode surgir a consciência.
um abraço
Segunda-feira, 30 / Março / 2009 às 10:19 |
Se a consciência fosse apenas determinada pela complexidade das ligações então todas as tuas reacções já estariam pré-determinadas e inclusivamente poderias reviver tudo porque dependeria de químicos. Basicamente os mesmos estímulos originariam as mesmas reacções. Nesse contexto toda a vida humana torna-se possivelmente previsível. Então a inovação, a criatividade não são assim tão inspiradoras, mas antes pré-determinadas. Como sabes, no inicio da nossa existência somos essencialmente aquilo que o nosso ADN determina. Gémeos verdadeiros tem o basicamente o mesmo ADN, mas personalidades muito muito diferentes. Como é possível se somos as nossas ligações químicas? Isto é verdade mesmo quando vivem no mesmo ambiente.
Mais um exemplo que dou está no entendimento de assuntos desde a matemática a assuntos muito pessoais como a própria consciência. No caso da matemática tem algum interesse, porque por ser muito objectiva não está sujeita a interpretações, mas há cérebros que a entendem melhor do que outros cérebros. No entanto ela continua a existir e ser muito clara e objectiva. O facto de entenderes ou não que existe consciência depende da capacidade do teu cérebro, mas isso não quer dizer que a tenhas mais ou menos.
Não digo que não tenhas razão no facto de na verdade não sabermos o que nos define, mas não acredito que o nosso ADN nos defina assim tanto.
Abraço
Terça-feira, 31 / Março / 2009 às 09:58 |
Olá, Luis
Não vejo relação entre antecedente e conseqüente.
Quarta-feira, 1 / Abril / 2009 às 11:52 |
Se a tua consciência depende apenas de reacções químicas estas mesmas poderiam ser induzidas vezes sem conta. Neste contexto haveria a possibilidade de te ligarem a um máquina e fazerem viver o mesmo episódio o tempo que quisessem.
A tua perspectiva da consciência é demasiado simplista e nem a ciência pensa assim. Não digo que haja ou não vida para além da morte, na verdade esse assunto é mais de fé do que ciência e eu sou uma pessoa do mundo ciêntifico, o meu cérebro esta estruturado para pensar de forma racional.
O que digo é que a forma como descreveste a consciência é demasiadamente linear.
Se a consciência depende apenas de haver um x numero de ligações entre neurónios, sim, porque não há crescimento de neurónios apenas das ligações entre eles, e tendo em conta que o crescimento destas ligações não é assim tão rápido, na verdade é necessário muito trabalho até realmente aprenderes algo de novo o que implica muito estimulo para que o cérebro consiga formar uma nova ligação, a capacidade de aprendizagem também estaria muito limitada.
Sabe-se agora que as ligações de memória da curta duração tem tendência a perder-se e a alterar-se, no entanto, embora não te lembres de um contacto, nome de pessoa, ou outra coisa qualquer, sabes que o deverias saber e consegues recuperar essa mesma ligação. Se fosse da forma como o descreves como seria possível o cérebro saber que deverias saber uma resposta se a ligação praticamente não existe, ou podes mesmo ter esquecido, mas sabes que te devias lembrar… como é possível? Como é que o cérebro sabe onde procurar essa informação?
Outro exemplo simples está na criatividade. Um músico consegue criar musicas novas porque vai desenvolvendo o cérebro nesse sector. O processo de criação é um processo que, ou sai, no caso dos mais desenvolvidos, com facilidade inacreditável, ou na maioria resulta de esforço. Ora, há algo que diz ao cérebro que quer chegar a um determinado fim e que o vai esforçando nesse sentido, e com capacidade de ser pró-activo saltando no escuro. Resumindo a facilidade em criar depende do cérebro, mas a vontade é algo bem mais complexo do que ligações porque a vontade e luta faz com que o cérebro desenvolva determinadas áreas.
Gostas de ciência? Aconselho-te a ver no youtube o documentário da BBC sobre mundos paralelo e física-quântica. Vais ver que as teorias que os físicos neste momento estudam e desenvolvem vão muito mais além do que qq religião do mundo transmite.
Abraço
Sexta-Feira, 3 / Abril / 2009 às 05:04 |
Olá Tyra! Gostaria de dizer que não havia lido uma opinião particular tão logica quanto a sua, embora eu que sou da facção ‘precisa acreditar em vida pós-morte para nao perder o sentido da vida atual’, talvez tenha ficado no melhor estilo criança ao descobrir que nao existe Papai Noel. Mas venho aqui tentar contradizer algumas das suas afirmações com argumentos de quem ‘quer acreditar no pós morte’. Voce afirma, que com a morte,paramento das funções cerebrais e por consequencia da consciencia o eu deixa de existir, e se o Eu deixa de existir mesmo que haja algo após a morte será o fim para o seu atual ‘eu’. O complicado dessa afirmação é pois não ser possivel conhecer o pós morte não há provas de que a consciencia esta ligada a algo externo, e nem mesmo o inverso, não há provas que toda a informação contida na sua consciencia nao esteja sendo teoricamente salva na subsequente ‘alma’ ou sejá lá o que chamamos.Ou seja nao pode-se afirmar que o ‘eu’ morre invariavelmente com a morte, voce pode ver como sentidos, consciencia uma extensão do que se chama alma, embora sejam apenas hipoteses, mas apenas para mostrar algo possivel e que tornaria a morte como fim de tudo uma possibilidade e não uma certeza. Eu poderia extender os argumentos mas acredito que voce tenha entendido a essencia, embora haja teorias mais megalomaniacas sobre a possivel existencia de algo superior, baseadas em relações fisicas(algumas até basicas sobre momento anterior, creio que ja tenha lido/ouvido). No mais grato pela atenção, caso tenha msn gostaria de prolongar a conversa, ou mesmo pelo email.Obrigado!
Terça-feira, 7 / Abril / 2009 às 10:13 |
Essa conclusão, sim, é simplista.
Isso fica para especialistas. O fato de eu não conhecer ainda a explicação de um fenômeno não significa que esse fenômeno deva ter causas sobrenaturais. Insisto apenas que os fenômenos são naturais.
O cérebro é algo físico e os fenômenos que ocorrem nele são resulatdos disso. Ou você sugere causas sobrenaturais?
Terça-feira, 7 / Abril / 2009 às 10:23 |
Olá Tiago
Sim, é verdade. Quem acredita que o Saci-Pererê existe não pode provar sua existência e quem não acredita também não pode provar que ele não existe. Num caso desses é mais prudente supor que não existe até prova em contrário pois a existência de tal entidade violaria leis naturais – isso evidentemente não prova a não-existência de nada mas é uma postura lógica, racional e científica.
Mas o que é a alma?
Eu entendo sua hipótese. Mas o que há de concreto que a suporte?
Obrigado pela sua participação
e um abraço
Quarta-feira, 15 / Abril / 2009 às 12:56 |
assunto realmente polemico.
Se me permitem gostaria de sugerir a leitura do livro “O FUTURO DA HUMANIDADE”(editora Cultrix )
onde no diálogo entre J.Krishnamurt e o fisico David Bohm , o primeiro afirma que a consciencia é UNA
Quarta-feira, 15 / Abril / 2009 às 16:47 |
Somente para completar o que foi dito acima, sendo a consciencia una e, como pensamos diferente, agimos diferente, isso nos leva a crer que a mente é que é multipla.Daí nomes como: Mente cósmica,Mente do mundo, Mente pessoal etc..
Quinta-feira, 16 / Abril / 2009 às 15:17 |
Como o Sr explicaria o termo INCONSCIENTE COLETIVO, pois K.JUNG,teve a coragem de afirmar que o subcosciente, não é apenas algo individualizado,personalizado, chegando até a atingir um nivel coletivo.
O inconsciente coletivo abrangeria não só as qualidades antes atribuídas ao subconsciente freudiano, mas, indo além, abrangeria ainda um nível de consciencia racial e coletiva.
Se como JUNG fez ver, o subconsciente comporta-se como se fosse além das fronteiras de uma vida, como se fosse além de um só individuo, até mesmo assumindo uma condição coletiva, logo ele deve ser algo que transcende ao cérebro.
Indagamos então: O Inconsciente coletivo existe em função de que , ou de quem ?
Sábado, 18 / Abril / 2009 às 19:48 |
Boa Noite a todos. Estava lendo os depoimentos acima e vejo que os temas aqui discutidos são uma encrenca sem fim, afinal como ja disse, estamos tatiando com o desconhecido e tanto esforço de reflexão sobre estes temas ja foram feitos ao longo dos séculos e só temos especulações inconclusivas, afinal nunca se penetra no mistério. Talvez com o avanço das pesquisas na área da física quântica e a neurociencia trabalhando em conjunto nas pesquisas muito paradigma pode ir por água abaixo, principalmente os paradigmas religiosos (e eu particularmente torço para que isto aconteça o mais breve possível)
Mas por enquanto me parece que temos que ficar somente com as suposições.
Terça-feira, 28 / Abril / 2009 às 18:53 |
Ola Simao
Como não sou psicólogo não posso responder a essa pergunta. Mas o Sr. está sugerindo que se eu não sei explicar um fenômeno isso automaticamente prova alguma coisa?
Se, como Maxwell fez ver, a luz se propaga em ondulações, é necessário que o espaço seja permeado por um “éter”. E, no entanto, a conclusão estava incorreta.
Terça-feira, 28 / Abril / 2009 às 18:59 |
Ola Fabio
Concordo plenamente. Se algo é verdade deve ser possível prová-lo. Espero ansiosamente por provas convincentes da existência de vida após a morte.
Segunda-feira, 4 / Maio / 2009 às 19:01 |
Outros comentários pendentes serão publicados e respondidos assim que eu tiver tempo disponível.