O crime compensa…

Futuro presidente tocando piano no DOPS (Departamento de Ordem Pol�tica e Social)… pelo menos no Brasil.

Atualmente o uso de drogas não é considerado crime e o tráfico tem pena relativamente leve, e existem pressões de alguns grupos para a descriminalização das drogas. Agora imagine-se a seguinte situação:

Fernandinho Beira-mar consegue se eleger presidente da república – isso não é impossível, pois a lei brasileira não exige bons antecedentes de candidatos à presidência [1].

Após dois anos de mandato Sua Excelência, o presidente Beira-mar, descriminaliza a comercialização de drogas. O tráfico se oficializa e passa a ser legal, traficantes viram empresários. No terceiro ano de mandato o presidente envia ao congresso um projeto de lei visando indenizar as famílias de traficantes mortos anos antes em tiroteios com a polícia. Indenizações e pensões vitalícias às viúvas, tudo pago com dinheiro público, nosso dinheiro, que deveria ser usado em nosso benefício e de nossos filhos. Às viúvas e famílias dos policiais e civis mortos nada seria dado.

Revoltante? Absurdo? Seria escárnio demais? O leitor está achando que eu estou delirando e que coisa semelhante jamais aconteceria?
E no entanto:

Há pouco mais de trinta anos ameaçar a democracia do nosso país era crime, agora já não é mais.
Há exatamente 28 anos, quando a foto acima foi tirada, seria absurdo imaginar o retratado elegendo-se presidente, e no entanto, aconteceu.
Hoje, o dinheiro público, nosso dinheiro, é usado para pagar indenizações às famílias de pessoas que participaram de assaltos a banco, seqüestros, e que receberam treinamento em países estrangeiros (Cuba e talvez outros) para atuarem como guerrilheiros aqui, com o intuito declarado de destruir a democracia e instaurar o comunismo, alguns hoje membros do governo [2]. As famílias dos militares que morreram em combate lutando contra subversivos para que hoje tivéssemos democracia não recebem nada.
Esta situação atual, se descrita hipoteticamente há trinta ou quarenta anos também seria considerada absurda, inimaginável – mas o absurdo está acontecendo.

Aqui estão alguns exemplos de como o governo gasta o nosso dinheiro:

Família de Lamarca é indenizada pela Comissão de Anistia

Viúva de Carlos Marighella ganha pensão vitalícia

União pagou R$ 2,45 bilhões a anistiados desde 2001

Ver também:

Comentário de Marcelo Tas sobre os mais novos indenizados

Comentário do Reinaldo Azevedo sobre o “bolsa-ditadura”

Esta semana [15/01/2009] o ministro da “Justiça” Tarso Genro resolveu conceder asilo político a um terrorista italiano, Cesare Battisti. Nos anos 70, Battisti atuou no grupo Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), ligado ao grupo terrorista Brigadas Vermelhas, e esteve envolvido em diversos assassinatos na Itália, onde foi condenado a prisão perpétua por seus crimes. A razão da concessão do asilo é evidente: Battisti, assim como alguns membros do atual governo, são ex-militantes de esquerda, envolvidos com terrorismo e diversos crimes graves. Todos coleguinhas.





Notas

[1] – O traficante colombiano Pablo Escobar chegou a ser deputado e tinha pretensões políticas ainda maiores.

[2] – Eis alguns:

Franklin Martins (ministro da Comunicação Social) – em seu site, conta como participou do seqüestro do embaixador americano Charles B. Elbrick para forçar o governo a libertar outros 15 coleguinhas.

Fernando Gabeira (deputado federal pelo PV) – em seu site, admite ter sido um dos mentores do mesmo seqüestro. Atualmente, como deputado, Gabeira luta fervorosamente pela descriminalização das drogas.

Dilma Rousseff (ministra da casa civil) – participou de assaltos a banco e recebeu treinamento em guerrilha fora do país.

José Dirceu (ex-ministro da casa civil) – também recebeu treinamento de guerrilha em Cuba.

José Genoino (ex-presidente do PT) – em seu site, narra orgulhosamente que também foi guerrilheiro.

Essas pessoas foram membros de grupos terroristas como o MR8 (Movimento Revolucionário 8 de Outubro), ALN (Ação Libertadora Nacional), VPR (Vanguarda Popular Revolucionária), e outros, no Brasil.
Em outros países havia similarmente: Montoneros (Argentina), Brigadas Vermelhas (Itália), FSLN (Frente Sandinista de Libertação Nacional) (Nicarágua), Movimento Revolucionário Túpac Amaru (Peru), Tupamaros ou Movimento de Libertação Nacional (MLN) (Uruguai), Sendero Luminoso (Peru), Facção Exército Vermelho (Baader-Meinhof) (Alemanha), Vietcongues (Viet-Nam), as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), que ainda sobrevivem anacronicamente, e muitos outros.

Se há algo que me causa profunda vergonha é morar num país governado pela pior espécie de gente e habitado por gente que vota nela.


“Toute nation a le gouvernement qu’elle mérite.”Joseph de Maistre

5 respostas para O crime compensa…

  1. Tyrannosaurus disse:

    Olá, Mario Marco

    Bem-vindo e obrigado pelas suas palavras.

    Entretanto, penso seu pseudônimo ser bem apropriado no que se refere a sua postura política. O que da a entender é que você é mais um retrógrado, sectário e conservador

    Conservador, sim. Retrógrado, talvez (daí o pseodônimo). Mas sectário, jamais. De maneira nenhuma. Se você ler outros textos meus poderá, creio, constatar isso.

    Entendo sua posição e a revolta daqueles que foram afetados de alguma maneira pela dureza do regime militar. Não apoio golpes de Estado nem regimes de exceção nem sou fã de uniformes. Esse assunto é evidentemente longo e complexo, difícil de ser debatido aqui sem fiquem dúvidas ou mal-entendidos, contudo posso dizer que, na minha opinião, houve um contra-golpe dos militares – o verdadeiro golpe vinha da esquerda. Do meu ponto de vista é uma questão de “dos males o menor”, pois não apoio de maneira nenhuma grupos que querem destruir a democracia e impor a todos suas teorias comprovadamente danosas.

    Se hoje posso escrever este blog não é graças a pessoas que assaltavam bancos e promoviam guerrilhas no interior do país. Principalmente porque não tenho liberdade de escrever o que quero assim como não teria 40 anos atrás. O que podia e não podia ser escrito na época é diferente do que pode ou não ser escrito hoje, mas plena liberdade não temos; quanto à liberdade de expressão pouco mudou.

    Hoje a ameaça de alguém invadir minha casa e revirar minhas coisas por razões políticas talvez não exista mais, mas existem hoje outras represálias contra quem fala demais. Ainda existem.

    Um abraço

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: