Quando cientistas descobriram que partículas subatômicas orbitam o núcleo dos átomos muitos viram nisso um paralelo com a mecânica celeste: partículas orbitam o núcleo assim como planetas orbitam o sol! O micro-cosmo e o macro-cosmo!! “Assim na terra como no céu” (Mateus 6:10)!!! A Bíblia estava certa!!!!
Partículas orbitam o núcleo assim como planetas orbitam o sol, é verdade, mas as semelhanças acabam aí, os sistemas são diferentes e funcionam de acordo com regras diferentes. Qualquer tentativa de extrapolação não passa de interpretação pessoal e tendenciosa, pseudo-ciência, uma deturpação da ciência em benefício de crenças pessoais.
Mais modernamente, aproveitando-se mais uma vez das modernas teorias (da relatividade, das cordas, mecânica quântica) ainda não amplamente conhecidas pelo grande público, surgiu uma nova tsunami de mistificações: as “bobagens quânticas”.
Tudo começou com uma experiência científica que indicava que qualquer tentativa de se detectar a posição de uma partícula causava alterações na sua posição, ou seja, seria (aparentemente) impossível saber a posição exata de uma partícula num dado instante; se a mera tentativa de detecção de uma partícula altera sua posição, raciocinaram os mistificadores, então “a mente humana afeta a matéria”! Daí para a conclusão de que “o Universo só existe enquanto pensamos nele” e “a mente humana determina a existência da matéria” foi um passo. E portanto, concluem, isso demonstra que “o Universo existe para nós”! Deus o criou para nós (Gênesis 1:26 – 2:15) !! A Bíblia estava certa!!!!
Assim surgiram os “charlatães quânticos” com seu “misticismo quântico”, membros de várias religiões, que agora dispõe da Internet para divulgar sua pseudo-ciência e suas teorias estapafúrdias, e alegando que “suas religiões sempre estiveram certas e à frente de seu tempo”.
A Internet pode ser uma grande fonte de informações mas infelizmente, como qualquer invenção humana, pode ser bem ou mal utilizada.
Para diferenciar informações científicas de tolices mal-intencionadas e lendas urbanas use sempre o bom-senso e não se deixe impressionar com a abundância de “adjetivos quânticos”. Quando topar com uma teoria muito mirabolante procure confirmar as informações em sites confiáveis, como universidades, institutos de pesquisas, publicações sérias e respeitáveis.
Links
sobre Mecânica Quântica
– Mecânica Quântica (Wikipedia)
– Interpretações para a Física Quântica
– Física Quântica
– Quantum theory: weird and wonderful
– Quantum Mechanics (The University of Tennessee, Department of Physics and Astronomy)
– As Leis da Natureza
– Pesquisa Google
sobre Misticismo Quântico
– Quantum Quackery (Committee for the Scientific Investigation of Claims of the Paranormal)
– Quantum mysticism (Wikipedia)
– Fronteiras da Ciência (UFRGS)
– Pesquisa Google sobre Quantum mysticism
– Pesquisa Google sobre Quantum quackery
– Charlatanismo Quântico (Ateus.net)
Se você estiver com muito tempo disponível, sem nada melhor para fazer, aproveite também para conhecer os “místicos quânticos“…

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Prezado Tyra
Iremos citar o quarto principio de Hermes( Principio da polaridade ).
TUDO É DUPLO; TUDO TEM DOIS POLOS; TUDO TEM SEU PAR DE OPOSTOS; O SEMELHANTE E O DESSEMELHANTE, SÃO UMA SÓ COISA, OS OPOSTOS SÃO IDÊNTICOS EM NATUREZA, MAS DIFERENTES EM GRAUS;OS EXTREMOS SE TOCAM; TODAS AS VERDADES SÃO MEIAS VERDADES; TODOS OS PARADOXOS PODEM SER RECONCILIADOS.
O quarto princípio de Hermes diz respeito à polaridade das coisas creadas.
O PRINCÍPIO DA POLARIDADE é que torna a creação conscientizável, A MENTE ENCARNADA É ANALÓGICA, ela só detecta algo pela lei da polaridade.
No Universo tudo aquilo que é conscientizável objetivamente tem que estar polarizado, consequentemente, tem que ter o seu oposto
Eemplos: Pequeno , grande – Ideia de tamanho
Feio , bonito – idéia de beleza
Frio quente – Idéia de temperatura
Rígido – Flexivel – Idéia de elasticidade
Todas as coisas quer sejam concretas, quer sejam abstratas estão polarizadas.
Baixo – Alto
Covardia – Coragem
Escuro – Claro
Mal – Bem
Odio -Amor
Ruído Silêncio
Triste – Alegre
Tudo tem o seu oposto,Tudo tem dois polos e Entre um polo e outro existe uma infinidade de graduações intermediárias.
AGORA VEJAMOS O QUE A FÍSICA DE PARTÍCULAS ESTA CONCLUINDO RECENTEMENTE.
Não existem partículas e sim momentos de energia.Não existem partículas rodadndo em volta de um núcleo, mas sim energia se manifestando intermitentemente dentro de uma delimitação espacial que pode ser considerada uma órbita.
Disso resultou o princípio de Incerteza,preconizado por Heiselberg, mostrando ser impossível determinar um ponto numa órbita onde esteja em elétron, num determinado momento. Se houvessem elétrons, no conceito mecanicista, algo com estrutura física, orbitando em torno de um núcleo, os pontos de posicionamento das partículas em cada momento poderiam ser determinados. Mas o que ocorre é exatamente o inverso, conforme preceitua a Teoria Quântica, ao afirmar que os pontos não podem ser determinados porque na realidade aquilo que é tido como partícula, são “cintilações” que surgem aleatoriamente dentro de uma delimitação espacial que se chama átomo.
Sendo Assim, então podemos afirmar que :
ANALOGIAS FUNCIONAM SIM ( Desde que não sejam apoiadas em sofismas )
uM ABRAÇO0
Olá,
Apesar de estar uns meses atrasado, gostaria de comentar algumas coisas.
Simão, não posso criticar seus comentários místicos ou religiosos – cada um acredita na bobagem que melhor lhe convier. Mas de mecânica quântica entendo um pouquinho.
“Não existem partículas e sim momentos de energia.Não existem partículas rodadndo em volta de um núcleo, mas sim energia se manifestando intermitentemente dentro de uma delimitação espacial que pode ser considerada uma órbita.”
Todas teorias modernas sobre partículas elementares admitem a existência de partículas (olha o nome dela uai!). Momento (linear e angular) e energia são atributos de um sistema ou parte dele – e as interações fundamentais conservam ambos. Na mecânica quântica, a noção de trajetória vai para o saco – na cinemática da mecânica quântica não faz nem sentido falar de trajetória. O conceito válido é de estado físico.
“Disso resultou o princípio de Incerteza,preconizado por Heiselberg, mostrando ser impossível determinar um ponto numa órbita onde esteja em elétron, num determinado momento.”
O princípio de incerteza (na forma mais popularizada) diz que existe uma relação entre o desvio padrão das medidas de posição e o desvio padrão nas medidas de momento linear – o produto de ambos é superior a um dado mínimo dado por hbar/2.
Em cada medida de posição que eu faço, eu vou obter uma posição bem definida para o elétron. Em cada medida de momento linear que faço, eu vou obter um momento linear bem definido para o elétron. A questão é: em cada medida que faço, o sistema após a medida vai estar num estado em que o valor medido é bem definido (na interpretação padrão da MQ). Se eu fizer segunda medida de posição imediatamente após a primeira, o valor medido vai ser o mesmo. Ainda assim o princípio de Heisenberg se aplica, pois embora o estado após a medida possui posição muito bem definida (i.e., todas medidas de posição posteriores darão o mesmo valor), o momento linear desse novo estado possui um desvio padrão infinito.
“Se houvessem elétrons, no conceito mecanicista, algo com estrutura física, orbitando em torno de um núcleo, os pontos de posicionamento das partículas em cada momento poderiam ser determinados.”
O fato de o elétron ser uma partícula sem estrutura ou não é irrelevante – o próton possui estrutura interna mas a mecânica quântica se aplica normalmente a ele também.
“Mas o que ocorre é exatamente o inverso, conforme preceitua a Teoria Quântica, ao afirmar que os pontos não podem ser determinados porque na realidade aquilo que é tido como partícula, são “cintilações” que surgem aleatoriamente dentro de uma delimitação espacial que se chama átomo.”
Em uma teoria quântica de campos (das quais todas teorias modernas de partículas são exemplos), partícula não é uma bolinha dura bem pequeninha nem cintilações. Partícula são representadas por campos. E o átomo não possui delimitação espacial – embora seja usual adotar-se um critério arbitrário para fixar uma dimensão razoável.
Simão, fiquei com algumas dúvidas:
Qual é o contrário de “mouse”?
Arroz é o oposto de feijão?
Se tudo tem seu oposto, “oposição” também tem?
Preto é oposto de branco? Qual o oposto de cinza?
Obrigado, Eric.